quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

K-POP: Reagindo a MVs (nº 2)

Aqui estou eu de novo para mais um React, já que surgiu mais um tempinho e a meta é ir ao Anime Force com um novo repertório. Vamos?

1 - KNK - Knock
Hoje vamos abrir com minha bandinha do coração, KNK. Tá, tá, o Astro tá tomando o lugar dele, por isso mesmo vamos voltar ao KNK. Meu coração tá tentando achar espaço pra todo mundo! Acho que eu já assisti o Knock, mas tem muito tempo, então vamos de novo!
  • Essa corrente do começo já me deu um aperto no coração.
  • Ah, é, eles são 5. Cinco, um bom número de grupo.
  • Tô começando a achar que a Coreia do Sul é menos original do que eu pensava. Temos espelho, temos banheira, mas gente!
  • A voz desse primeiro indivíduo já está me conquistando. E a dança também é uma graça.
  • Mas gente, todas as vozes são divinas, é isso mesmo? Como faz pra escolher bias por aqui?
  • Eu senti uma reviravolta. Achei que a música toda ia ser nessa bad, e agora já tá ficando animadinha. E essa coreografia em círculo tá um amor. To amando mesmo essa coreografia do refrão.
  • Papel pegando fogo. Banheira. Será que estão todos plagiando uns aos outros?
  • Adoro quando o logo do KNK brota nos MVs. O chão tá todo KNK, gente!
  • Até as luzes de busca do Hard Carry. Mas quem sou eu pra reclamar? Não tem problema ser tudo igual, o importante é que é maravilhoso. (Encontrei um novo sentido para “coreano é tudo igual”).
  • Olha, esse ser olhando pelo vidro quebrado tá chamando a minha atenção, hein. Será? Será que já temos um bias, Brasil?
  • Eitaaa, o vidro e o espelho se conectaram, temos alguma coisa importante acontecendo aqui!
  • A música é mesmo maravilhosa, hein… Eles cantam muito.
  • Calma, muitas informações. O cadeado abriu, brotou um peixe na mão do tio da banheira, eles tão correndo pra algum lugar… Calma. Processa.
  • Ai, gente, é aquilo né… Não entendi nada, mas amei. Acho que essa será a reação final de todos os reacts né… Agora só falta descobrir o bias. Acho que eu gostei mais do Ilseong, a voz dele é realmente muito boa.


2 - SHINEE - Tell Me What To Do
O caso do Shinee é aquela coisa né… Só ouço falar. Já tá na hora de conhecer. Peguei mesmo aqui o primeiro que apareceu.
  • E taque fogo no MV. Sempre. Mas a música parece tão traquila… Também temos uma sirene. Importante, né.
  • Tava tudo tão normal, tão tranks, e de repente a menina desenha um cruz entre os azulejos. Tá, eu já vi isso, no título da música no começo do MV. Só espero que não tenha nada a ver com morte, que eu ainda tô tentando superar a morte de 8 dos 7 membros do BTS.
  • A música até agora não teve nada de muito especial.
  • Carro pegando fogo. Chama os bombeiros, gente!
  • Temos um Hot Wheels em tamanho real. Ao menos, as rodas AINDA não estão pegando fogo.
  • Ai gente, tava esperando mais dessa galera. O MV tá meio normalzinho. A mina não tem nada de especial também, mó estranha.
  • Alguém me explica por que SHINee se escreve assim, com ee minúsculo e o resto maiúsculo?
  • Até agora não consegui contar quantos são.
  • Oxe, agora o menino tem uma arma? Do nada, assim?
  • As coisas estão começando a esquentar por aqui. Não só porque o menino tá fazendo cosplay de Suga mexendo no esqueiro. A menina tá fumando um fósforo ou sei lá o quê. Tem trocentas armas flutuantes apontadas pro menino que quer se jogar da janela. Eles estão começando a brigar. Gente, se decidam.
  • Tô começando a achar que a mina faz parte do grupo. Mas supondo que não seja, eles são cinco, né?
  • Tá, enfim, não achei nada demais. Quando você é da Coreia do Sul, tem que ser mais impactante, né não? Enfim, claro que eu não vou julgar o SHINee inteiro por esse MV, mas por enquanto não achei nada demais, nem a música, nem o MV. A única coisa legal é o número 5. Depois que eu reagir aos outros grupos da lista, podemos voltar a uma segunda chance pro SHINee. (E olha que praga hein, acabei de dizer no React do KNK que ia gostar de tudo).


3 - EXO-CBX - Hey Mama
Pra fechar com chave de ouro, nosso EXO-CBX. Confesso que nunca fui com a cara do EXO, já dei várias chances, ouvi várias músicas, assisti a performance no MAMA 2016, mas nada do que eles me mostraram foi do meu gosto. No entanto, a subunit CBX me parece ser bastante atraente. Então, daremos a 56ª chance ao EXO através da subunit. #tôcommedo

  • Que ser revoltado esse que jogou os lápis hein. Olha, pro nível EXO, tudo parece bem ok por aqui. Temos pessoas trabalhando em escritório iguais uns robôzinhos, mas com elementos interessantes como flores em garrafas (#melhorideiadedecoração).
  • Gostei bastante da interação entre o menino de cima (esse que é o tal Baekhyun?) jogando pétalas nos meninos com cara de nerd. Tá, tá, me lembrou BST sim.
  • Oxe, essa galera que brotou aqui foi o resto do EXO? Achei que a graça de ser subunit era que só os três participassem!
  • Oh, William Bonner!
  • Tá, a música tá ok. Não é tipo UAU nem nada, mas também não tá ruim, né. Tá melhor que o SHINee, confesso.
  • Ok, eles estão me conquistando.
  • Eles têm uma coisa com jornalismo, né? Minha amiga Ulli ia pirar.
  • A coreografia da ponte tá bem maneirinha.
  • É, é, gostei, gostei bastante. Bem diferente de EXO. O que é meio louco, porque né… mas ok. O bias, já pré-escolhido, vai ser o Baekhyun, eu realmente gostei mais dele como achei que gostaria. (Nãããão, não é porque ele é amigo do V, imagina!).
  • Vou dar só mais uma chance pro EXO, cara. Só mais uma, qualquer dia desses, pra você não dizer que é implicância minha, tá?

Bom, gente, por hoje é só isso. Nosso próximo react será só com girlgroups. Então, até lá!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

K-POP: Reagindo a MVs (nº 1)

Olá, meu povo!
Nessa semana haverá a primeira edição do Anime Force, que promete se tornar o segundo maior evento de animes e afins em Campos (já que o número 1, Goyta Anime, parece ser insuperável com seus três anos de experiência). Para entrar no clima, resolvi fazer uma postagem especial de react a MVs de grupos que ainda desconheço (o que inclui todos os grupos do mundo que não são o BTS, convenhamos).
Pois é, minha experiência com o K-pop é recente demais para que eu conheça vários grupos, mas já tá mais que na hora, né? Não que eu não ouça nada além de BTS, já tenho uma quedinha por Big Bang, Twice, KNK e Astro. Mas ainda não assisti nada deles, conheço muito pouco. E não quero chegar no evento como a ARMY poser que só conhece BTS (como aconteceu no Anime Hour, onde prometi me aprofundar mais, como estou fazendo agora).
Então, vai funcionar assim: tenho aqui uma listinha de grupos que pretendo conhecer, mas vou fazer só o que der tempo. Então, assistirei um MV de cada grupo e direi minhas primeiras impressões. Essa será só uma estreia, pretendo conhecer cada vez mais grupos dessa maneira e me aprofundar mais naqueles que mais gostar. Inclusive escolhendo o bias, né.
“Mas Jéssica, por que você não faz um vídeo de reatc? Seria muito mais legal”.
Pois é, meu filho, eu tentei, mas a coisa tá tão feia que nem o Fraps tá funcionando. Então vamos lá.






1 - ASTRO - 고백 (Confession)
Gostaria de abrir a postagem com meu novo amor do k-pop, o ASTRO. Foi amor à primeira vista com o Samha tocando violão no Weekly Idol, um vídeo que passou voando pela minha timeline. Graças às minhas novas habilidades de ler hangul, consegui logo identificar quem era o dito cujo. Então, com o Astro, é aquela coisa: mal conheço e já considero pacas. (Não que eu consiga identificar o Samha no meio dos outros nem nada).
O MV que vou reagir do ASTRO será o 고백 (Confession), que à primeira vista parece ter sido gravado no antigo bicicletário do IFF.
- Já tô com pena dessa garota. A Coreia do Sul parece estar dividida em: MENINOS IDIOTAS (também conhecidos como figurantes) e MENINOS FOFOS TALENTOSOS (também conhecidos como K-Idols). Ao menos eu acho que esse menino não é do grupo, né, faça-me o favor. Meu chute é que alguém vai consolar essa guria.
- Tá, essa música me deu um sustinho do tipo Fire. Mas parece ser muito fofa (assim como o próprio Astro).
- Essa menina parece ser a mesma do outro MV que eu assisti deles. Ela parece estar em uma dimensão paralela, se comunicando com os meninos. Ela os desenha e, na outra dimensão, o que ela desenhou acontece. É um conceito bem fofo (e mais simples que as complicadas teorias das ARMYs, né…).
- A música é fofinha sem ser melosa, tudo que eu espero do Astro. E a atriz é uma fofa, ao contrário de certas pessoinhas aí (sério, a atriz de BIL é muito estranha).
- Eles realmente parecem estar com ela, sem que ela os veja. E ela se sente sozinha (tá me lembrando o Just Right do GOT7).
- Que fofinho, eles imitando ela, gente!
- Estou um pouco confusa. Agora ela tá começando a vê-los, mas ninguém mais vê e ela tá parecendo uma maluca. Eles são amigos imaginários né? Parece até eu, conversando com minhas criações literárias.
- Mas geeente, que final foi esse? O mino tava chorando, véi! Eu não entendi nada, mas amei assim mesmo. Eu não entendia BTS no começo, e agora tenho altas histórias né… Talvez a letra da música me dê uma luz.
- Tá, a letra é fofa? É. Explicou alguma coisa? Não. Continuou boiando? Sim. Continuo amando Astro? SIM! Próximoo!






2 - BIGBANG 맨정신 (Sober)
É, eu tô devendo uma atenção ao BigBang, mesmo já estando apaixonadíssima por Sober e tendo escolhido G-Dragon como bias. Já ouvi algumas músicas, mas nenhum MV, então, vamos assistir o da minha música favorita.
- Tá, até agora tudo normal… Pessoas andando nas paredes…. Saindo do armário… Tranquilo, como esperado do BigBang.
- G-Dragon sendo ele mesmo, interagindo com camas a céu-aberto, etc…
- Que cabelo maneiro desse terceiro membro (seria Taeyang?). Parece até coisa de brasileiro.
- Oremos pela multiplicação dos G-Dragons.
- Gosto bastante desse Daesung. Talvez, só talvez, ele venha a ser meu verdadeiro bias (já que escolher o G-Dragon foi uma questão de desespero e de “que voz maravilhosa”). A voz do Daesung também é bem singular.
- T.O.P. tem flores na mala do carro. Ok, quando eu vou decorar festas também. Não, não tô sabendo reconhecer os meninos estou contando com a ajuda de um color coded e da minha memória com relação à voz do G-Dragon (quando ouço uma voz bem peculiar) e do T.O.P (quando ouço o Moni no grupo errado). E eu que achava e o G-D estranho… T.O.P. consegue superar em poucos segundos.
- Ué, só contei 4 até agora. Cadê o número 5? Ficou pra ponte? É um Jin da vida?
- Amei essa blusa do G-Dragon, com uns cílios postiços de penugens.
- Daesung tocando bateria é bem maneiro, hein…
- HA! Sabia que o número 5 (Seungri) tinha ficado pra ponte. E ainda tem que dividir com o G-Dragon, que tá se pegando com uma mina que spawnou no meio da floresta. Preciso comentar que não procuro sentido nos MVs do BigBang?
- Estou impressionada. Já sei diferenciar todo mundo. Eles são tão excêntricos que é fácil dizer quem é quem. Quero ver se eu pular pra outro MV…
- Uma coisa que gosto no BigBang é o número. 5 é uma excelente quantidade de membros. Nem muito, nem pouco, o suficiente.
- O final foi bem o esperado para o final deste MV, pelo final da música.
- Gostei muito, cara. Estava esperando até mais estranhezas, porque no BigBang você pode esperar de tudo. Ah, sério, achei bem maneiro.





3 - GOT7 - Hard Carry
E vamos para o nosso querido gotisseti, como minha irmã insiste em dizer. Eu só consigo ver como GotSeven mesmo. Eu reagiria a Just Right, mas já assisti essa aberração (no sentido de que é bem estranho, não ruim, não me julgue, não me odeie, por favor) fofa. Então, a segunda opção que apareceu aqui foi Hard Carry, cujo MV está parecendo ser, ao menos pela miniatura, mais interessante do que a música.
- Ok, começamos com uma balada no ferro velho. Já fui a muitas (e não tô brincando).
- Temos uma ambulância. Importante, quando se mexe com fogo né…
- Mas que saliência, menino. Você mesmo, loirinho de cabelo cacatua (no melhor estilo Moni) que não tem vergonha de expor o ABS.
- Isso é um avião, certo? Até no avião tá rolando tuts tuts.
- Ok, menino de casaco preto, vou fingir que não estou vendo esses cabos sustentando sua floresta flutuante.
- Olha, acabamos de descobrir de onde a BigHit tirou inspiração pra fazer o Jungkook voar assim. Igualzinho, né não?
- Eu diria que eles estão no triângulo das bermudas. Temos todos os tipo de veículo e muita destruição.
- Gostei muito da dança dos muleques, bem conceitual. O conceito todo é bem diferente de Just Right.
- Olha, esse menino de jaqueta jeans destruída está me chamando. Venha, venha, deixe eu ser seu bias no GOT7! Abrindo color coded… Eita, é o tal de Mark. Juro que não foi de propósito! (Lembrando que ainda estou conhecendo, pode mudar).
- Migos, não diminuam a luz, eu vou acabar achando que o loirinho é mesmo o Rap Monster que mudou de grupo… Mas passou no BigBang pra deixar a voz com o T.O.P.
- Gente, vocês tem certeza que a BigHit não tá plagiando vocês? Ou o contrário, sei lá? O menino de xadrez tá num aquário, like a Jimin. Pensando bem, parece mais com a Tris do Divergente. Que pena do menino que tá do lado de fora. Tá tão triste, deve estar muito calor lá, pra ele querer entrar na piscininha. Também, tava dançando perto do fogo, queria o quê?
- Os efeitos de iluminação na piscininha estão bem maneiros. Deve estar realmente muito calor.
- Pera, gente, é claro, isso não é uma piscininha, é o Mar de Monstros! Eles não estão no Triângulo das Bermudas? Tem até aquelas luzes que usam nas buscas, tipo holofotes.
- Voltaram pro fogo? Cuidado com a febre!
- Bom, a resposta foi bem maneira, bem mais do que eu esperava do GOT7 depois de Just Right. Tá difícil escolher um bias, viu… Gostei dos jovens, também. Jinyoung e Youngjae. A duplinha do aquário, muito bonitinhos. Dá uma fic maneira, hein. “Os irmãos Young, os aquarianos”.




Bom, por hoje é isso. Aqui vão meus novos bias até agora, pra efeito de registro. Farei mais postagens, porque isso aqui nem fez cosquinha na minha lista. Vejamos… KNK, Shinee, Block B, Blackpink, EXO CBX, K-Tigers, Twice, G-Friend e vários outros (não necessariamente nessa ordem). Nos vemos por aqui mais vezes, então.


Annyeonghaseyo!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Café Literário: Em África Se Fala Português

Olá, galerinha do meu coração!
Estamos em nosso segundo post, dessa vez falando sobre o maravilhoso Café Literário que eu tive a honra de ajudar a organizar no Colégio Estadual Julião Nogueira.
O Café com o tema "Em África Se Fala Português" é a culminância do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, mais conhecido como Projeto PIBID. Sou bolsista há apenas 3 meses, então eu e a Jeni (do blog Doce Sabor dos Livros) chegamos perto dessa culminância. Demos algumas aulas para nossos alunos do 1º ano, sempre abordando os autores africanos e o racismo, e preparamos, junto às nossas companheiras Cinthia, Mariana e Letícia, nossa supervisora Ana Clara Soares e nosso coordenador Adriano Moura algumas coisinhas especiais para o nosso Café, que rechearam a programação: música, dança, vídeo, desfile de roupas típicas, exposição de máscaras, leitura de contos, degustação de comidas típicas... Só coisa boa!
O tema do Café teve como objetivo mostrar os países lusófonos africanos, ou seja, os países da África que falam a língua portuguesa. São eles: Moçambique, Angola, Guiné Bissau, Guiné Equatoriana, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Além de mostrar esses países, conhecemos muitas das coisas que herdamos da África, como as comidas e até algumas palavras que ninguém imagina! Mostramos que a África é um continente rico culturalmente. Ao contrário do que se pensa, não é só fome e miséria. A África é muito mais do que você supõe, meu caro!

Bom, essa postagem foi mais para passar a ideia geral dessa manhã maravilhosa que vivemos na manhã da sexta-feira passada, dia 11 de novembro de 2016. Uma manhã que vai ficar na memória!
Ah, quero aproveitar para agradecer à Maria do blog Pétalas de Liberdade pela maravilhosa postagem de Primeiras Impressões de A Guerra do Tempo que você pode conferir aqui.
Em breve, notícias sobre a ocupação do Instituto Federal Fluminense - Câmpus Campos-Centro.
E uma postagem sobre MUDANÇA!
Até lá, galera maravilhosa.
PS: Precisamos urgentemente de um nome para o fandom! (Não dá pra ficar chamando vocês de galera). Se você já leu A Guerra do Tempo me mande sugestões!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

RESENHA: Luana, a Filha da Lua

E chegou a hora da grande abertura do blog, que não poderia ser diferente. Uma resenha especial sobre um livro especial: Luana, a Filha da Lua. Se você ainda não conhece, guarde esse nome, porque você ainda vai ouvir falar muito sobre essa tal Luana. Mas antes de dar início à resenha, meu breve histórico com essa mocinha.
Conheci Luana aqui na minha cidade, quando entrei no estande da Trade Books durante a Bienal. Foi minha oportunidade de conhecer não só Luana, como seu autor, e todos os outros autores da Trade com suas respectivas obras. O negócio é que Luana, além de estar em um dos meus gêneros favoritos, ainda não tinha sido lançada, o que proporcionava tamanha curiosidade. Quem é essa Luana, afinal?
Aí, fiquei na espera, torcendo com o #vemluana. O lançamento seria em Brasília, o que foi um motivo a mais para eu querer estar nessa Bienal Brasil para conferir de perto. E valeu à pena! Os brasilienses tiveram muitos privilégios com esse lançamento. Só quem tava lá conseguiu conferir o trailer completo, animado pelo próprio autor, já que o que estava rolando nas redes sociais era apenas um teaser (pra você ver como a Luana tá com moral).
Luana chegou atrasada, na quarta-feira, mas valeu muito à pena esperar por ela. E eu nem estava ansiosa, nem fiquei lendo depois de chegar em casa morta pelo dia de trabalho exaustivo na feira, nem passei a viagem inteira de avião de volta pra casa lendo... Enfim, do que estamos falando mesmo? Foco!
Eu terminei o livro ontem, por volta das 17:30. Queria gravar a resenha hoje, mas estou sem local para gravar, porque você deve imaginar a bagunça da pessoa que ficou 12 dias fora de casa e chegou com as malas pra tudo ficar pior. E eu pensei: o que farei? Sim, Luaninha, esse blog é por sua causa! E tenho fé de que esta ideia se tornará algo muito produtivo.
Agora, sem mais delongas, é hora de começar a resenha.


Livro: Luana - A Filha da Lua
Autores: Ronaldo Santana e Flaviana Rangel
Editora: RJR Produções
Lançamento: 26 de outubro de 2016
Gênero: Realismo Fantástico / Literatura infanto-juvenil

Sinopse:
Luana é uma menina de 12 anos que teria tudo para ser como as outras, não fossem seus estranhos cabelos prateados, cuja origem é um verdadeiro mistério.
Um enigma que Luana terá que desvendar, pois sua vida corre perigo quando uma feiticeira aparece para matá-la e inconscientemente um poder descomunal proveniente de seus cabelos a salva.
Agora, ela precisa descobrir sua origem para entender esses poderes, antes que a feiticeira Irina os roube dela, usando-os para o mal.

Os autores, Ronaldo Santana e Flaviana Rangel

SOBRE A OBRA

Este é o primeiro dos 4 volumes de Luana, e também é a primeira obra literária, tanto de Ronaldo como de Flaviana. E devo dizer que essa foi uma estreia mais que fantástica. E falando em fantástico, é a primeira vez que ouço o termo Realismo Fantástico, embora já tenha lido muito esse gênero, que trata da inserção de elementos fantásticos no mundo real. Ou seja, Luana é uma menina perfeitamente normal que, aos 12 anos, faz as mesmas coisas que qualquer outra menina carioca de classe alta e da mesma idade faria: ela frequenta a escola e passeia no shopping com as amigas, além de outras atividades. No entanto, ela tem cabelos prateados, que sempre chamam a atenção. Muitos pensam que se tratam de efeitos de salão, mas são naturais, e ela não sabe o motivo, não só porque nasceu assim, mas também porque foi adotada ainda bebê.
No começo do ano letivo, a parte fantástica do mundo de Luana começa a aparecer para ela aos poucos, e como tudo é novidade, ela fica inicialmente perdida, porém cada vez mais imersa nos detalhes mágicos que a cercam. O primeiro elemento deste mundo oculto se revela como uma loja no shopping que Luana sempre frequentou, mas nunca tinha visto antes. Depois dessa visita, ela sofre um ataque no caminho para casa. A partir desse momento, começa a ficar cada vez mais claro que Luana corre perigo, e ao mesmo tempo, que existe uma realidade oculta com a qual a menina está envolvida. Como as ameaças que cercam Luana têm relação com essa realidade oculta, ela nota que as respostas de que tanto precisa estão nesse mundo do qual ela também faz parte. Por isso mesmo, Luana passa a se envolver cada vez mais, na tentativa de entender quem ela é de fato.


ELEMENTOS NOTÁVEIS

Certamente, uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a linguagem. É incrível como Ronaldo e Flaviana souberam retratar a vida dos pré-adolescentes de forma natural, empregando a norma coloquial da língua aliada aos assuntos que percorrem os corredores escolares, aqueles que são tão banais para os adultos, mas extramamente importantes para estes personagens. Também é maravilhoso notar as particularidades de cada um deles, que são únicos e insubstituíveis.
Assim como a parte real desse livro é muito bem explorada, a parte mágica traz elementos incríveis que, por mais fantásticos que possam ser, deixam a sensação de que vamos trombar com uma bruxa na próxima esquina. Os autores trazem a mistura da wicca com a mitologia indígena, explorando os dois lados com rituais e deuses que me deixaram encantada. Aliás, acho que é disso que a literatura está precisando, então admiro muito essa iniciativa.


ESTRUTURA E EDIÇÃO

São 33 maravilhosos capítulos nesse livro de 221 páginas. Os capítulos são curtinhos, o que promove uma leitura dinâmica e prazerosa. Cada capítulo é marcado por um belo céu com estrelas e, claro, a Lua mostrando em que fase se encontra durante o capítulo. Desta forma, percebe-se que a história se desenvolve durante um ciclo lunar. Ou seja, que estrutura maravilhosa!
Se você olhar o livro de cima, percebe o tamanho de cada capítulo, através das linhas cinzas que se formam nas páginas de entrada de capítulos. O maior capítulo, o 13, fica bem no meio e é meu favorito, por ser onde a Luana mais explora o mundo oculto.
A diagramação ficou realmente muito boa. Cada página apresenta, no topo, a linda sequência de 12 luas que (creio eu) é um dos símbolos da série. A arte de capa da Jessica Oyhenart ficou ainda mais linda com a fonte prateada como os cabelos da Luana. E essa lombada? Um pedacinho de Luana para ser admirado na sua estante. Ah, claro, não posso deixar de falar da parte interna da capa, que contém o primeiro esboço da Jessica. Ficou tudo maravilhoso, em cada detalhe.


CONCLUSÃO

Luana - A Filha da Lua realmente não me decepcionou. Ao contrário, superou as minhas - altas - expectativas. Eu amei cada detalhe desse livro que consegue ser, ao mesmo tempo, tão realista e tão fantástico. A escrita, os personagens, a edição, a história, a magia, o mistério, tudo nesse livro me fez ser completamente apaixonada por ele. Cada capítulo termina aguçando a curiosidade do leitor, muitos mistérios ficam no ar, e tudo isso contribui para que eu esteja extremamente ansiosa para o próximo Halloween (que droga, o Halloween foi ontem!).
Ronaldo e Flaviana, eu só posso parabenizar vocês pelo maravilhoso trabalho e agradecer por terem nos presenteado com essa incrível história. Ontem já recebi várias encomendas do livro na faculdade. Espero conhecer você em breve, Flaviana!
E pra você, leitor, apenas sugiro que adquira esse livro o mais rápido possível, porque a Filha da Lua está te esperando!