terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Menos é mais em um dorama de kpop

Part-time Idol traz tudo (e mais um pouco)
de um pré-debut… em duas horas e meia.
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Se tem alguém que sabe que grupos coreanos estão em alta, essa pessoa trabalha na YG Entertainment. Uma das maiores empresas de entretenimento sul-coreanas - responsável por sucessos como BigBang, 2NE1, Blackpink, e claro, o mestre Psy - lançou em 10 de dezembro de 2017 o minidorama Part-Time Idol, da SBS e distribuído internacionalmente pela Netflix, apostando em um tema do qual ela entende bem: a formação de um grupo de k-pop.

O personagem chave é Jung Taekyung (Kim Minkyo), o cocriador da YZ Entertainment (o nome fictício da YG tem a mesma pronúncia em coreano) que ficou afastado durante 7 anos em um templo hindu e volta na intenção de debutar um novo grupo. Para isso, ele escolhe os três piores trainees da empresa e uma idol em hiatus, além do próprio coreógrafo do grupo.

Um dos pontos fortes do dorama é o pequeno mistério envolvendo esse novo método do produtor, que tem relação com o motivo de seu afastamento. Além disso, chama a atenção dos kpoppers pela abordagem dos bastidores de uma empresa, e claro, pela presença de idols famosos. Na primeira cena, você já vê o Winner e o AKMU (embora nosso querido Chanhyuk esteja sendo interpretado por outro ator, o comediante Ha Ha). Além disso, citações infinitas ao G-Dragon e a aparição da Jisoo como MC.

O que talvez seja o melhor aspecto de Part-time Idol é o tamanho: apenas cinco episódios de meia-hora. Dessa forma, o dorama não “enche linguiça”: tudo que está ali é relevante e se encaixa bem no enredo. Além de não ser enjoativo, o tamanho atrai seu público-alvo: kpoppers. Afinal, nem todo kpopper é dorameiro. A YG sabe que não adianta chegar com 6 temporadas de 25 episódios para quem está acostumado com clipes de cinco minutos.

Idols com personalidades peculiares, um couple simples, um produtor louco e misterioso e um vilão interesseiro compõem o pequeno e formidável núcleo principal. Comédia, música e mistério se misturam, incluindo ainda uma crítica ao mau-tratamento de trainees (caso comum na Coreia do Sul). Tudo em apenas cinco episódios bem divididos que provam que cabe muita coisa boa no pouco tempo que você não vai dedicar aos seus comebacks.